A moça não tinha imaginação mas uma atenta realidade das coisas que a tornava quase sonâmbula; ela precisava de coisas para que estas existissem.

(Clarice Lispector)

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O homem sábio é o que sabe que há as coisas que nunca vai saber.

(Mia Couto)

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Que podemos encontrar força, verdade, coragem, nos livros, é claro que concordo; mas encontraremos tanto mais isso tudo quanto menos tivermos ilusões sobre eles e, aliás, sobre a vida. É o seguinte: gosto da literatura e da filosofia por sua carga de desilusão; como poderia gostar dos livros que se alimentam (até ficarem obesos!) com a ilusões que têm a seu próprio respeito? Gosto dos livros pela verdade que desvelam; como poderia gostar dos que apenas acrescentam um véu a mais, ainda que este seja suntuoso ou raro? Gosto dos livros que se põem a serviço da vida; como poderia gostar mais deles do que dela, ou deles no lugar dela?

(André Comte-Sponville)

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Se a poesia não é a vida em seu mais lindo vestido, em sua mais franca intensidade, então não é nada – um amontoado de pequenas tintas, pequenos orgulhos, pequenos sofrimentos, pequenas ciências…

(Christian Bobin)

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Mas os lugares nos aprisionam, são raízes que amarram a vontade da asa.

(Mia Couto)

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A ciência me ensina a amar a mim mesmo acima de tudo, porque tudo neste mundo se estriba no interesse pessoal.

(Fiódor Dostoiévski)

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O que vi do universo
até hoje foi pouco
mas, se penso em quanto meço,
posso dizer que foi muito.

(Ferreira Gullar)

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meu próprio enterro eu seguia.
Só que devo ter chegado
adiantado de uns dias;
o enterro espera na porta:
o morto ainda está com vida.

(João Cabral de Melo Neto)

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Que é que os homens temem, acima de tudo? O que for capaz de mudar-lhes os hábitos: eis o que mais apavora…

(Fiódor Dostoiévski)

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É inacreditável a tolice e a perversidade do público que deixa de ler os espíritos mais nobres e mais raros de cada gênero, de todos os tempos e lugares, para ler as besteiras escritas por cabeças banais que aparecem diariamente, que se espalham a cada ano em grande quantidade, como moscas.

(Arthur Schopenhauer)

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