meu próprio enterro eu seguia.
Só que devo ter chegado
adiantado de uns dias;
o enterro espera na porta:
o morto ainda está com vida.

(João Cabral de Melo Neto)

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Que é que os homens temem, acima de tudo? O que for capaz de mudar-lhes os hábitos: eis o que mais apavora…

(Fiódor Dostoiévski)

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É inacreditável a tolice e a perversidade do público que deixa de ler os espíritos mais nobres e mais raros de cada gênero, de todos os tempos e lugares, para ler as besteiras escritas por cabeças banais que aparecem diariamente, que se espalham a cada ano em grande quantidade, como moscas.

(Arthur Schopenhauer)

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A condição deplorável da literatura atual […] tem sua raiz no fato de os livros serem escritos para se ganhar dinheiro. Qualquer um que precise de dinheiro senta-se à escrivaninha e escreve um livro, e o público é tolo o bastante para comprá-lo. A conseqüência secundária disso é a deterioração da língua.

(Arthur Schopenhauer)

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O cérebro, quando desconectado do coração, torna-se vicioso. Por outro lado, o coração, quando desvinculado do cérebro, pode tornar-se sentimental e mentiroso.

(Madaleine L’Engle)

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enquanto o homem é uma
aflição
que repousa
num corpo
que ele
de certo modo
nega
pois que esse corpo morre
e se apaga

(Ferreira Gular)

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Em quase todos os tempos, tanto na arte quanto na literatura, entra em voga e é admirada alguma noção fundamental falsa, ou um modo falso de se expressar, ou um maneirismo qualquer. As cabeças triviais se esforçam ardentemente para se apropriar de tal noção e exercitar tal modo. O homem inteligente reconhece e despreza essas coisas, permanecendo fora de moda.

(Arthur Schopenhauer)

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Há bastante luz para os que querem ver, e bastante obscuridade para os que têm uma disposição contrária. Bastante claridade para iluminar os eleitos, e bastante obscuridade para humilhá-los. Bastante obscuridade para cegar os réprobos, e bastante claridade para condená-los e fazê-los indesculpáveis.

(Blaise Pascal)

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Haverá maior falso
que imaginar-se alguém vivo?

(Carlos Drummond de Andrade)

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Os parentes que eu tenho não circulam em mim.

(Carlos Drummond de Andrade)

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